ONU diz que será preciso um esforço coordenado para conter a disseminação

Todos os dias, somos expostos a diferentes níveis de informações falsas e desinformação sobre a COVID-19 na internet e nas redes sociais. Isso não só prolonga a pandemia, como também prolonga a infodemia e contribui para o impacto generalizado do vírus no mundo.
Como parte da Assembleia Geral da ONU, agências das Nações Unidas se uniram para organizar um evento e enfrentar esse problema crescente, trabalhando com os Estados-membros, as plataformas de redes sociais e especialistas do mundo todo para pensar em soluções.
Melissa Fleming, subsecretária-geral de Comunicação Global das Nações Unidas, que lidera a campanha do Verificado, mediou o evento e falou sobre a importância fundamental de promover a transparência e construir confiança por meio da comunicação, para criar uma sociedade justa e inclusiva. Em suas palavras de abertura, ela nos lembrou do que disse o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres: “Precisamos fazer com que mentir volte a ser algo errado.”
Neste ano, o secretário-geral pediu a todos os governos que “renovem as ações em defesa dos direitos humanos, inclusive em nossa vida on-line” (abre em uma nova aba), para ajudar a avançar rumo ao acesso à internet para todos até 2030, como um direito humano básico.
“Proponho uma ação global para combater a desinformação e as teorias da conspiração e promover fatos e ciência no debate público”, afirmou.
Durante a discussão, ouvimos das plataformas de redes sociais quais medidas estão tomando para tentar combater informações falsas e desinformação. Mas, em um cenário que muda o tempo todo, elas têm dificuldade para acompanhar o ritmo. A cada segundo, quase 100.000 vídeos do YouTube são assistidos, 10.000 tuítes são publicados e 95.000 buscas são feitas no Google [1]. Com esse enorme volume de informações sendo publicado, está cada vez mais difícil para as pessoas distinguir fatos de ficção.
Mas não são apenas as plataformas que precisam fazer mudanças. Andrew Puddephat, presidente da Internet Watch Foundation, pediu aos Estados-membros da ONU que façam mais para regulamentar o uso da internet. Representantes da Letônia e do Paquistão falaram sobre as medidas que estão adotando em seus países para ajudar a conter a disseminação de informações falsas, desinformação e discurso de ódio na internet.
[1] Fonte: https://www.internetlivestats.com/one-second (abre em uma nova aba)