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Casos de COVID-19 disparam na África enquanto as Nações Unidas pedem distribuição justa de vacinas

Variante Delta e pouco acesso às vacinas provocam uma terceira onda na África.

Solidariedade global

Os casos de COVID-19 estão aumentando em todo o continente africano, e mais de vinte países já enfrentam uma terceira onda. Especialistas preveem que ela superará o número de casos registrado nos picos anteriores.

“Nunca vimos nada parecido com a velocidade e a dimensão da terceira onda na África”, afirma Matshidiso Moeti, diretora regional da Organização Mundial da Saúde para a África.

“A disseminação desenfreada de variantes mais contagiosas eleva a ameaça a um novo patamar.”

A variante Delta tem grande participação nesse aumento, que pode ser catastrófico. Mais de uma dezena de países já detectaram casos. Em Uganda e na República Democrática do Congo, a variante Delta já é a mais comum em circulação.

Para conter a disseminação e as mutações do COVID-19, é preciso vacinar a população. Mas o acesso às vacinas na África é muito limitado. Segundo os dados mais recentes da OMS, apenas 1% da população africana está totalmente vacinada, em comparação com 50% da população de países de alta renda, como o Reino Unido e os Estados Unidos.

As vacinas contra a COVID-19, a maior esperança do mundo para pôr fim à pandemia, não estão sendo distribuídas de forma justa.

“As vacinas são nossa única saída para esta crise. Elas devem ser consideradas um bem público global, disponível e acessível a todos.”

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, tem pedido repetidamente à comunidade internacional que apoie o programa COVAX e compartilhe as vacinas de forma igualitária em todo o mundo.