A Dra. Natalia Kanem, do UNFPA, explica como e por que a violência contra as mulheres aumentou durante a COVID-19.

A pandemia global provocou uma segunda crise, uma pandemia invisível (abre em uma nova aba), que ameaça a vida de mulheres e meninas em todo o mundo.
De acordo com uma análise do UNFPA, a agência das Nações Unidas para saúde sexual e reprodutiva, a cada seis meses de confinamento por causa da COVID-19, podem ocorrer mais 31 milhões de casos de violência de gênero.
Com as medidas de confinamento, aumenta a chance de as mulheres ficarem presas em casa com seus agressores. E, com a limitação dos serviços durante a pandemia, pode ser mais difícil para elas acessar o apoio de que precisam.
A diretora executiva do UNFPA, Dra. Natalia Kanem, conversou com o Verificado sobre a crise e sobre as medidas que organizações do mundo todo estão tomando para tentar reduzir os perigos que mulheres e meninas enfrentam neste momento.
Dados do UNFPA mostram que as mulheres representam aproximadamente 70 por cento da força de trabalho global nas áreas de saúde e serviços sociais.
Enquanto mulheres de todo o mundo arriscam a vida na linha de frente da pandemia, as palavras da Dra. Kanem são um lembrete importante das profundas desigualdades que deixam milhões de mulheres em perigo todos os dias.